O equilíbrio das contas públicas brasileiras enfrenta um novo e grave desafio: a roubalheira no INSS.

A CPMI instalada para apurar desvios na previdência revelou um esquema que drenou mais de R$ 2 bilhões dos cofres públicos, gerando uma guerra de narrativas entre o governo atual e a oposição. O governo Lula argumenta que a fragilização dos sistemas de controle ocorreu na gestão anterior, facilitando a atuação de entidades fantasmas. Já a oposição utiliza a demissão de Alessandro Stefanutto e as menções recentes a familiares do atual presidente em investigações da PF para alegar que a corrupção persiste e se profissionalizou.

Para além da disputa partidária, o fato concreto é que o escabroso assalto à previdência ameaça a sustentabilidade econômica do país. Sem uma reforma administrativa rigorosa e um combate implacável às fraudes, o futuro das aposentadorias dos brasileiros está em risco.