As tensões entre o Judiciário e o Legislativo atingem o ápice neste fechamento de 2025. O foco das atenções se volta para a "CPI do Banco Master", uma iniciativa que coloca em xeque a neutralidade de um dos ministros mais poderosos do Supremo Tribunal Federal (STF).

A articulação, liderada pelo senador Eduardo Girão (NOVO), fundamenta-se em denúncias sobre um suposto tráfico de influência envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. A suspeita é de que contratos milionários com o banco coincidiram com decisões de interesse da instituição.

Embora o ministro negue veementemente e defenda a institucionalidade de suas reuniões com Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central, o ambiente político em Brasília é de extrema cautela.

Do ponto de vista da moralidade administrativa, a abertura de uma CPI desta magnitude abala a credibilidade da mais alta corte do país, mas a cautela deve ser inegociável, uma vez que há a necessidade de existir provas robustas para não se tornar apenas um palco de retórica política. Contudo, a transparência é um princípio inegociável da República, e o esclarecimento dos fatos é essencial para a preservação da própria credibilidade do STF.